Renata Costa
17 de fevereiro de 2020
Categorias Empreendedorismo

Adeus Brasil, olá Silicon Valley

Uma das coisas que aprendi na minha vida foi que para obter resultados diferentes daqueles que você já tem é preciso começar as coisas de forma diferente, resolver os problemas de maneira inédita, se arriscar a conhecer o inexplorado. Um bom exemplo disso é quando escolhemos seguir um caminho diferente do usual ao ir para o trabalho ou quando comemos uma refeição cheia de novos sabores. Parece que nosso dia ganha mais vida, fica mais divertido, pois percebemos uma nova loja no meio do caminho ou saboreamos um novo ingrediente que nem sabíamos existir.

A busca pelo novo é intrínseca ao ser humano. Algumas pessoas se arriscam mais, outras preferem ter acesso ao novo pelo canal de TV. Eu, definitivamente, gosto de mergulhar, me arriscar, desbravar novas possibilidades – ficar sentada na frente da TV, nem pensar. Gosto de conhecer lugares, pessoas, aromas, sabores, climas, línguas… presenciar as novas tecnologias, trocar ideias e me arriscar a dar palpites.

Por este motivo, resolvi morar no Vale do Silício, Califórnia, por quatro meses. Me dei de presente uma imersão no lugar mais vibrante deste planeta, recheado de gente nova, cheia de entusiasmo, curiosa como eu. Se você ainda não conhece o Silicon Valley, está na hora de colocar na agenda uma visita por aqui. Esse conjunto de cidades que fica ao sul de São Francisco serve de casa para centenas de startups e várias das maiores empresas de tecnologia do mundo, como a Apple, Google e Facebook.

Por aqui, todo dia tem uma novidade. Ontem mesmo vi uma máquina de copiar chaves, tipo self-service. Você leva sua chave e faz uma cópia, sozinho, em menos de 10 minutos. Me lembrei das diversas vezes que tive que procurar por um chaveiro para fazer uma cópia de uma chave às pressas. Também fiz um programa bem diferente, fui assistir a um culto numa igreja de Cupertino, uma das cidades do Vale. Quando cheguei lá, parecia que estava entrando numa casa de shows. Telões e uma verdadeira banda de rock fizeram os seguidores renovarem sua fé da forma menos tradicional possível. E o que dizer dos carros? Por aqui, quem não tem um carro elétrico ou híbrido está, no mínimo, fora de contexto.


O que mais me chama atenção é a capacidade das pessoas de fazer o mesmo só que diferente. Isso é verdadeiramente empreender. Melhorar serviços, entender o que o cliente quer e precisa, atender seus anseios de forma a facilitar a sua vida. Se você tem uma ideia de como melhorar alguma coisa simples do seu dia a dia, acredite, você pode fazer a diferença.

Estamos acostumados a viver no piloto automático e a nem sequer questionar o que poderia ser feito de forma diferente. Pare e pense: se pudesse mudar alguma coisa, o que mudaria? De que forma faria isso? Quem compraria ou desejaria o que você tem a oferecer? Isso impactaria na vida de quantas pessoas?

Deixo aqui a pulga atrás da sua orelha e aquela dúvida no ar: eu estou satisfeito com as coisas como elas são? Gostaria que alguma coisa fosse diferente, principalmente, na minha vida? Se a resposta para um destes questionamentos for sim, está na hora de desenhar novos caminhos. Comece tentando mudar a rota entre a sua casa e o seu trabalho ou o horário que toma banho ou come sua última refeição. Na geração destas novas sinapses podem surgir ideias brilhantes que irão desvendar um novo mundo a sua frente. Good luck!

Renata Costa
17 de fevereiro de 2020
Categorias Empreendedorismo